De 7,8 a 19,5 G$ — realista ≈ 12,6 G$
Cinco cenários para 150 km, em dólares constantes. O realista atinge 12,6 G$ depois de tudo contado honestamente: a simulação da natureza, a drenagem e a geotermia, e depois os dois últimos acrescentos — os intercâmbios subterrâneos (ligar os túneis entre si) e os poços de evacuação (uma saída a cada 300 m). Ou seja, de 52 a 130 M$ por quilómetro — contra 940 M$/km da 3.ª ligação rodoviária, mesmo no pior caso.
Base de cálculo: dólares constantes, sem inflação e sem juros de empréstimo (dependem do calendário e da montagem financeira, e calculam-se à parte). A contingência é técnica — riscos de engenharia e imprevistos de obra — não uma almofada de inflação. Todos os valores são ordens de grandeza de nível de planeamento, a afinar por orçamento detalhado.
1. Os sistemas técnicos, rubrica a rubrica
Os equipamentos da rede agrupam-se sob uma linha «Sistemas técnicos» que reúne oito subrubricas. Em vez de a apresentar em bloco, abrimo-la aqui em detalhe: cada rubrica é orçamentada pelo seu justo valor a partir das análises produzidas para o processo, incluindo aquelas que uma estimativa rápida tenderia a subavaliar ou a esquecer.
| Rubrica | Detalhe do orçamento | Montante |
|---|---|---|
| Simulação da natureza (revestimento imersivo) + iluminação | 500 M$ de revestimento + 8 M$ de fosforescência | ≈ 508 |
| Geotermia das 150 estações (CAPEX) | aquecimento-arrefecimento dos pavilhões | ≈ 50 |
| Pista + drenagem + carregamento + elétrico | desdobrado: 80 + 200 + 60 + 160 | ≈ 500 |
| Estas três rubricas detalhadas | — | ≈ 1 058 M$ |
Estes custos «duros» propagam-se depois pela engenharia (10 %), a gestão (5 %) e a contingência (20 %). A rubrica mais pesada, e de longe, é o revestimento imersivo realmente orçamentado: é ela que mais pesa nesta parte do orçamento.
2. Duas rubricas estabelecidas explicitamente: drenagem e geotermia
A drenagem e a geotermia merecem cada uma o seu próprio número em vez de um lugar num saco de gatos. A drenagem pertence aos custos duros da pista; a geotermia, por seu lado, exige um CAPEX dedicado além das poupanças de exploração que gera (0,7 a 0,9 M$/ano). Eis as duas rubricas estabelecidas explicitamente.
Caleiras e recolha ao longo de 150 km (~1 000 $/m ≈ 150 M$) + uma quarentena de estações de bombagem redundantes com elevação até à superfície (~1,2 M$ cada uma ≈ 48 M$).
150 estações × ~330 000 $: bomba de calor (COP 3,5), circuitos, distribuição de glicol e redundância. A perfuração continua marginal — o túnel é já o buraco.
Porque 200 M$ de drenagem se sustentam
O cruzamento vem da exploração: a bombagem consome 9 000 MWh por ano a funcionar 24 h por dia, porque o túnel passa em certos troços abaixo do nível freático e a água infiltra-se continuamente, além da condensação estival. Esse consumo corresponde à ordem de 1 a 3 MW de bombas instaladas na rede — coerente com uma quarentena de estações de bombagem repartidas pelos pontos baixos. A membrana de impermeabilização atrás das aduelas já está paga na linha «túneis»: não a voltamos a contar aqui.
Porque a geotermia continua a ser uma rubrica pequena
É o argumento central da página de geotermia: como já se escavam 150 estações a 10 m de profundidade, os circuitos custam uma fração de uma instalação autónoma. O que resta pagar são as bombas de calor, a distribuição e a redundância — daí um CAPEX modesto (≈ 50 M$) para uma poupança recorrente de 0,7 a 0,9 M$/ano. A rubrica paga-se a si própria, mas existe: tem de figurar no orçamento, o que não acontecia.
Intervalo honesto. Drenagem: de 150 a 280 M$ consoante o número de pontos baixos e a severidade da infiltração. Geotermia: de 35 a 110 M$ consoante a proporção de estações premium (pavilhões envidraçados de forte carga) e o nível de redundância. Estes intervalos alimentam os cenários da secção 5.
3. Os sistemas técnicos, reconstruídos linha a linha
Eis o bloco de 2 800 M$ aberto em treze linhas, cada uma apoiada numa análise. As duas novas linhas (drenagem, geotermia) estão assinaladas; o revestimento imersivo substitui o antigo marcador de posição «iluminação + projeção de natureza».
| Subrubrica dos sistemas técnicos | M$ | Fonte |
|---|---|---|
| Ventilação e filtragem do ar | 600 | Análise de ventilação |
| Acústica (betão texturado + painéis) | 450 | Análise acústica |
| Simulação da natureza (revestimento imersivo em 150 km) | 500 | Análise de simulação da natureza |
| Segurança (1 500 câmaras, 1 500 postos SOS, IA, drones, centro 24/7) | 550 | Processo de segurança |
| Supressão de incêndios + saídas de emergência + nichos de refúgio | 350 | Processo de incêndio |
| Distribuição elétrica (MT/BT, postos, transformadores, cablagem 150 km) | 160 | Desdobrado do saco de gatos |
| Drenagem e bombagem — trazida a claro | 200 | Novo (cruzado) |
| Geradores + alimentação de emergência (UPS) | 120 | Processo de energia |
| Telecomunicações (5G, WiFi, fibra, rádios) | 100 | Processo de telecomunicações |
| Pista ciclável (asfalto 150 km, base, marcação) | 80 | Desdobrado do saco de gatos |
| Postos de carregamento de bicicletas elétricas (150 estações) — dos quais ≈ 22 M$ de docas àVélo, ≈ 38 M$ de alimentação e pagamento | 60 | Detalhado |
| Geotermia das estações — nova linha | 50 | Novo (CAPEX) |
| Iluminação de emergência fosforescente | 8 | Análise de fosforescência |
| Total — sistemas técnicos (realista) | 3 228 | contra 2 800 antes |
Nota anti-dupla-contagem: a iluminação funcional do túnel não tem linha separada porque está incluída no «céu luminoso» LED do revestimento imersivo (a camada que ilumina e cria o efeito de abertura). Só a fosforescência de emergência, que é um dispositivo de segurança distinto, continua a ser uma linha à parte.
4. Dois acrescentos ao âmbito: intercâmbios subterrâneos e poços de evacuação
Duas decisões técnicas alargam o âmbito e tornam o orçamento completo: ligam-se realmente os túneis entre si (os intercâmbios), e aproximam-se as saídas de emergência (os poços de evacuação). Juntas, estas duas rubricas representam ≈ 2,7 G$ do cenário realista — uma parte importante dos ≈ 12,6 G$. Eis como cada uma é orçamentada — e depois, no fim, duas rubricas já incluídas no orçamento, detalhadas à parte sem alterar o total.
4.1 Os intercâmbios subterrâneos
Um cruzamento em que um túnel passa por baixo do outro é gratuito enquanto se seguir a direito: é a vantagem 3D da rede. Mas para mudar de túnel sem parar é preciso um intercâmbio — curtas rampas a ligar um tubo ao outro, à maneira de um nó rodoviário, mas à escala da bicicleta (raios apertados, inclinações de 5 a 8 %, diâmetro de 3,6 m). A rubrica cara não é a rampa: é a junção escavada onde ela se abre no túnel principal — daí a importância de a furar durante a escavação inicial, nunca a posteriori. Prevê-se um em cada nó principal da rede (≈ 25); os cruzamentos sem troca de tráfego continuam a ser simples passagens a direito.
| Rubrica de um intercâmbio completo | Ordem de grandeza |
|---|---|
| Rampas (≈ 0,4 a 1 km de túnel curto e curvo) | 5 – 13 M$ |
| Junções escavadas (4 a 8 ligações — a rubrica cara) | 15 – 35 M$ |
| Sistemas no nó (ventilação, iluminação, sinalização, drenagem) | 5 – 10 M$ |
| Por intercâmbio | ≈ 25 – 60 M$ |
| Rede — ≈ 29 nós × ≈ 50 M$ (cenário realista) | ≈ 1 450 M$ |
A perspetiva que tranquiliza. Um único nó rodoviário como o de Turcot, em Montreal, custou ≈ 3,7 G$. Os ≈ 29 intercâmbios cicláveis da rede, no seu conjunto, ficam por uma fração desse montante: à escala da bicicleta, subterrâneo e talhado na rocha em vez de assente sobre pilares, um intercâmbio é cerca de 50 a 100 vezes mais barato.
4.2 Os poços de evacuação
O processo de segurança fixa uma saída de emergência a cada ~300 m, tornada possível pela pouca profundidade (10 m): uma simples escada encimada por um pavilhão, não um poço de elevador de metro. Em 150 km, isso exige ≈ 500 pontos de saída. A rede já possui ≈ 190 (as 150 estações e uma quarentena de poços de ventilação); restam portanto ≈ 310 poços dedicados a furar.
| Etapa | Cálculo | Resultado |
|---|---|---|
| Pontos de saída necessários (1 / 300 m) | 150 km ÷ 300 m | ~500 |
| Já disponíveis | ~150 estações + ~40 poços de ventilação | ~190 |
| Poços dedicados a acrescentar | 500 − 190 | ~310 |
| Custo unitário (escada a 10 m + pavilhão + terreno) | 1 a 4 M$, centro ~2 M$ | ~2 M$ |
| Custo bruto | 310 × 2 M$ | ~620 M$ |
| Já incluído na linha «incêndio + saídas» (350 M$) | — | ~100–150 M$ |
| Custo líquido novo | — | ≈ 500 M$ |
Anti-dupla-contagem: a linha «Supressão de incêndios + saídas de emergência» dos sistemas técnicos (350 M$) já continha uma centena de milhões de saídas. A linha «poços de evacuação» da tabela de cenários só conta portanto o líquido a acrescentar para atingir uma saída a cada ~300 m.
Estas duas rubricas: ≈ 2,7 G$ do realista ≈ 12,6 G$
≈ 1 450 M$ de intercâmbios (29 nós × ≈ 50 M$) e ≈ 500 M$ de poços (custos duros), que se propagam pela engenharia, a gestão e a contingência até ≈ 2,7 G$ no total. A ≈ 12,6 G$, o realista sai a 84 M$/km — ainda três a treze vezes mais barato por quilómetro do que os outros megaprojetos da região.
4.3 Duas rubricas já incluídas, agora detalhadas (o total não se altera)
Ao contrário das duas anteriores, estas não se acrescentam: já estavam no orçamento, apenas diluídas numa linha mais ampla. Trazem-se a claro para que não reste nenhuma rubrica implícita — mas o total mantém-se em ≈ 12,6 G$.
| Rubrica tornada explícita | Já incluída em… | Parte estimada |
|---|---|---|
| Docas àVélo (bloqueio + carregamento), ≈ 30 por estação | «Postos de carregamento» (60 M$) | ≈ 22 M$ |
| Estacionamento em espiral (bicicletas pessoais), ≈ 150 lugares por estação | «Estações» (1 500 M$) | ≈ 22 M$ |
| Total — já incluído, não se soma ao resto | — | ≈ 44 M$ |
Detalhe das docas: dos 60 M$ de «postos de carregamento» (≈ 400 k$/estação), cerca de 22 M$ são as docas àVélo em si (≈ 30 docas × ~5 k$ × 150 estações) e ≈ 38 M$ a alimentação elétrica e os terminais de pagamento. Detalhe da espiral: ≈ 150 lugares × ~1 000 $ × 150 estações ≈ 22 M$, diluídos nos ≈ 8 M$ por estação — a página Estações confirma que a espiral das imagens é o estacionamento de bicicletas em vários níveis.
5. Cinco cenários, do mínimo ao máximo
A diferença entre os cenários não é obra do acaso: deve-se a decisões e a uma incógnita tecnológica. A alavanca dominante continua a ser a tarifa da tuneladora em rocha; vêm depois a mistura de estações, a amplitude do revestimento e a opção de comprar ou arrendar os terrenos.
| Rubrica (M$) | A · Otimista | B · Realista | C · Prudente | D · Estagnação | E · Congelamento total |
|---|---|---|---|---|---|
| Tarifa de túnel efetiva (rocha, US$/mi) | 8 | 15 | 21,5 | 32 | 40 |
| Túneis (150 km) | 1 030 | 1 930 | 2 770 | 4 120 | 5 150 |
| Estações | 800 | 1 500 | 1 550 | 1 700 | 1 700 |
| Intercâmbios subterrâneos (≈ 29 nós) | 400 | 1 450 | 1 600 | 1 850 | 2 050 |
| Sistemas técnicos | 2 913 | 3 228 | 3 258 | 3 378 | 3 418 |
| dos quais revestimento imersivo | 250 | 500 | 500 | 550 | 550 |
| dos quais drenagem | 150 | 200 | 220 | 260 | 280 |
| dos quais geotermia | 35 | 50 | 60 | 90 | 110 |
| Poços de evacuação dedicados (~310, líquido) | 350 | 500 | 520 | 600 | 640 |
| Frota de bicicletas (76 000) | 177 | 177 | 177 | 177 | 177 |
| Ligação Quebeque-Lévis (vaivéns) | 90 | 90 | 90 | 90 | 90 |
| Aquisição de terrenos | 0 | 125 | 125 | 250 | 250 |
| Subtotal duro | 5 760 | 9 000 | 10 090 | 12 165 | 13 475 |
| Engenharia e design (10 %) | 576 | 900 | 1 009 | 1 217 | 1 348 |
| Gestão de projeto (5 %) | 288 | 450 | 505 | 608 | 674 |
| BAPE, geotécnica, licenças | 120 | 120 | 120 | 120 | 120 |
| Subtotal | 6 744 | 10 470 | 11 724 | 14 110 | 15 617 |
| Contingência técnica | 15 % | 20 % | 20 % | 25 % | 25 % |
| TOTAL | ≈ 7,8 G$ | ≈ 12,6 G$ | ≈ 14,1 G$ | ≈ 17,6 G$ | ≈ 19,5 G$ |
| Custo por quilómetro | 52 M$ | 84 M$ | 94 M$ | 118 M$ | 130 M$ |
O que define cada cenário «baixo»
- A — Otimista: as tuneladoras atingem o seu objetivo de longo prazo, rocha mais fácil do que se temia, estações económicas, revestimento aligeirado, terrenos arrendados, contingência de 15 %.
- B — Realista: objetivo 2030 (10 M$/mi em solo mole + 50 % de rocha), mistura equilibrada de estações, revestimento completo, terrenos parciais.
- C — Prudente: a perfuração progride sem atingir totalmente o objetivo 2030 (~21,5 M$/mi efetivo), tudo o resto como no realista.
Os dois cenários «as tuneladoras não baixam»
- D — Estagnação: a perfuração melhora um pouco mas estagna longe do objetivo (~32 M$/mi efetivo), estações premium, terrenos comprados, contingência de 25 %.
- E — Congelamento total: a tarifa de hoje permanece congelada (Prufrock-4, ~27 M$/mi em solo mole) + rocha dura = 40 M$/mi efetivo. O pior caso credível.
A alavanca dominante é o túnel. Só por si, faz passar o total de 7,8 para 19,5 G$. Tudo o resto reunido — estações, revestimento, drenagem, geotermia, terrenos — desloca o total muito menos. É por isso que a verdadeira questão não é «quanto custa a drenagem» mas «irão as tuneladoras atingir em rocha os custos que perseguem em solo mole?». Nashville (2026-2029) é o teste à escala real.
E a nossa tarifa realista já é prudente. Os 15 M$ US por milha furada (≈ 12,9 M$ CA/km) do cenário central não são o preço da The Boring Company : são o seu objetivo em solo mole agravado em 50 % para ter em conta a rocha. O preço que a TBC anuncia hoje para Nashville, num calcário da mesma idade que o nosso, é mesmo ainda mais baixo — da ordem de 9 a 11,5 M$ US/milha, ou seja, 30 a 65 % abaixo da nossa tarifa. A nossa estimativa situa-se portanto acima da melhor referência real disponível ; os cenários mais pessimistas (C a E) apenas acrescentam, por cima, uma margem para o risco « preço anunciado vs preço entregue ». O detalhe das referências está na nossa comparação com a obra de Nashville.
6. E se as tuneladoras de Elon Musk nunca baixarem?
É o cerne dos cenários D e E. A tarifa de perfuração em solo mole da The Boring Company caiu regularmente — ~50 M$/mi em 2018, ~30 em 2021, ~27 hoje (Prufrock-4) — e o objetivo 2030 é de 8 a 10 M$/mi. Mas nada garante essa descida em rocha dura. Eis a escala completa, do mais otimista ao congelamento total, com o custo dos túneis que daí decorre.
| Hipótese de tuneladora | Solo mole (US$/mi) | Prémio de rocha | Efetivo (US$/mi) | Túneis 150 km |
|---|---|---|---|---|
| A — Objetivo de longo prazo atingido | ~5–6 | ×1,4 | 8 | 1 030 |
| B — Objetivo 2030 (realista) | 10 | ×1,5 | 15 | 1 930 |
| C — Prudente (melhoria parcial) | ~14 | ×1,5 | 21,5 | 2 770 |
| D — Estagnação (estagna cedo) | ~21 | ×1,5 | 32 | 4 120 |
| E — Congelamento total (tarifa de hoje congelada) | ~27 | ×1,5 | 40 | 5 150 |
Cálculo: tarifa efetiva (US$/mi) × 1,38 (taxa CAD) × 93,2 mi (= 150 km) = custo dos túneis em M$ CA. Mesmo no congelamento total com 5,15 G$ de túneis — o triplo do realista — o projeto completo atinge 19,5 G$, o que continua, como veremos, muito abaixo dos outros megaprojetos regionais por quilómetro.
A nuance que protege o projeto. O debate sobre o prémio da rocha (+40 % vs +60 %) é de segunda ordem: só desloca os túneis cerca de 0,25 G$. É a tarifa de base — a trajetória dos Prufrock — que dá toda a amplitude aos cenários. E a geologia de Quebeque (Formação de Lévis, xistos pouco abrasivos) pertence à mesma família sedimentar ordovícica que o calcário de Nashville, o que faz da obra do Tennessee o melhor ponto de ancoragem real de que dispomos.
7. O cenário realista, detalhado
O orçamento completo do cenário B, linha a linha — a base de referência recomendada.
| Rubrica | Montante (M$) |
|---|---|
| Túneis (150 km em rocha quebequense, 15 M$/mi efetivo) | 1 930 |
| Estações (150, mistura equilibrada — das quais ≈ 22 M$ de estacionamento em espiral) | 1 500 |
| Intercâmbios subterrâneos (≈ 29 nós × ≈ 50 M$) | 1 450 |
| Sistemas técnicos (13 subrubricas, ver secção 3) | 3 228 |
| Poços de evacuação dedicados (~310, líquido) | 500 |
| Frota de bicicletas (76 000 veículos) | 177 |
| Ligação Quebeque-Lévis (camiões, barcos, terminais) | 90 |
| Aquisição de terrenos (parcial) | 125 |
| Subtotal duro | 9 000 |
| Engenharia e design detalhado (10 %) | 900 |
| Gestão de projeto (5 %) | 450 |
| BAPE, geotécnica, licenças, consultas | 120 |
| Subtotal | 10 470 |
| Contingência técnica (20 %, sem inflação) | 2 094 |
| TOTAL — realista 2030 (intercâmbios e poços incluídos) | ≈ 12 564 |
8. Comparação com os outros megaprojetos
O ponto que não se altera, mesmo após revisão: o custo por quilómetro continua numa categoria à parte. O realista (84 M$/km) e mesmo o congelamento total (130 M$/km) permanecem muito abaixo dos outros grandes projetos da região.
| Projeto | Comprimento | Custo / km | Estado |
|---|---|---|---|
| Bike Tunnel Québec (realista) | 150 km | ≈ 84 M$/km | Proposto |
| Bike Tunnel Québec (congelamento total, pior caso) | 150 km | ≈ 130 M$/km | Cenário E |
| REM de Montreal | 67 km | 254 M$/km | Em serviço parcial |
| Elétrico de Quebeque | 19 km | 305 M$/km | Em planeamento |
| 3.ª ligação rodoviária Quebeque-Lévis | 8,3 km | 940 M$/km | Estimativas de 5,3 a 9,3 G$ |
A diferença deve-se a três fatores inalterados: um diâmetro de túnel muito mais pequeno (3,6 m contra 12 a 15 m), estações sem cais nem vagões, e a ausência de material circulante pesado. A rede ciclável continua três a treze vezes mais barata por quilómetro, mesmo no seu cenário mais pessimista.
Honestidade metodológica. O cenário realista fixa-se em ≈ 12,6 G$ porque cada rubrica é aí contada pelo seu justo valor: a simulação da natureza, a drenagem e a geotermia, depois os intercâmbios subterrâneos e os poços de evacuação. Apresentar o número mais completo torna o processo mais sólido perante um avaliador: não há nenhuma rubrica escondida por desenterrar. Os montantes continuam a ser estimativas de planeamento; um estudo de engenharia especializado, e sobretudo a conclusão de Nashville, precisarão o intervalo do túnel — a única rubrica que realmente altera o total.
Descarregar o cálculo completo dos custos de construção (PDF)
Fontes principais. Comparáveis quebequenses de transporte pesado. REM — 9,4 G$ por 67 km (custo passou de 7 G$ em 2018 para 9,4 G$ em 2024, segundo a auditora-geral): Le Devoir, La Presse ; 125 M$/km segundo a CDPQ Infra (98,5 Montreal, ficha oficial CDPQ Infra). Elétrico de Quebeque — 7,6 G$ por 19 km, entrada em serviço prevista para 2033: La Presse, Le Devoir.